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SOBRE O AMOR...

Sobre o amor
De acordo com o dicionário Michaelis, amor é um “sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso”. Também é “afeição, grande amizade, ligação espiritual”. Li a definição e fiquei aqui conversando com meus botões: o que é, afinal de contas, o amor?
Certas coisas a gente não explica direito, apenas sente. Não estou falando do amor romântico, mas do amor em si. Eu, por exemplo, amo os meus pais, irmão e sobrinhos de um jeito absurdo. Mas que jeito é esse, meu Deus? Não sei explicar para você esse amor que é mais forte que tudo, que é único, imbatível, maior que eu. Por eles, faço tudo. Tudo mesmo. Sempre ouvi dizer que a família é a nossa base, porto-seguro, refúgio. E é a mais pura verdade. São eles que estarão lá, no fim do túnel, com a lanterna na mão. São eles que estarão lá, com a taça em pé, para fazer o brinde de cada pequena conquista. Para a sua família, não importa se você é inteligente ou burro, bonito ou feio, magro ou gordo, sensível ou grosseiro, rico ou pobre. Para eles, o que importa é que você é simplesmente você. E isso basta.
O primeiro contato com esse sentimento tão belo acontece antes mesmo do nascimento. Quando você não tinha nome, quando não tinha forma, quando não passava de um plano. Depois, já na barriga da mãe, recebia carinhos, cuidados, um afeto sem fim. E o amor, assim como uma criança, vai crescendo e se desenvolvendo a cada dia. Depois que cresce, vai se transformando de forma constante e única.
A verdade é que a gente só consegue dar aquilo que tem. Assim como a educação vem de casa, o amor também vem do nosso lar, da nossa referência, dos ensinamentos que recebemos desde que demos o primeiro choro, passo, sorriso, abraço.
O amor romântico é aquele que preenche lacunas que você nem sabia que existiam. Ele te traz de volta aquela pureza inicial. Mostra que os escudos são desnecessários, já que pra amar é preciso se despir. O amor é como uma viagem (de volta) até a parte mais profunda de você mesmo. Ele é como um mar cristalino, que reflete tudo que você traz de bom e mostra o que ainda precisa ser exercitado e aprimorado. O amor é como um edifício bem alto que precisa ser construído a cada dia, tijolo por tijolo. A estrutura necessita ser sólida para que ele não desabe. O amor romântico é um amor sem interesse, sem culpa, sem vergonha, sem armas, sem cobranças, sem desvios. Não tem laços de sangue, só de alma.
Clarissa Corrêa
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