domingo, 13 de dezembro de 2015

fim de ano chegando...


Este é o meu lema depois de um ano inteirinho vivido e bem vivido. Não estou fazendo faxina nenhuma, nem arrumando gavetas, nem tampouco armários. Na verdade vez em quando me sento em um canto qualquer e começo a assistir o filme da minha vida, as vezes que eu sorri sem motivo, as vezes que me alegrei por algo inesperado, as vezes que saltei de alegrias e também as vezes que chorei, me decepcionei, me machuquei, me arrastei, mas triunfei. Vejo tanta gente falando bonito porai, com esta nostalgia boba de fim de ano que me pergunto o que é preciso no ser humano para que ele entenda que calendários não muda a vida de ninguém? que emoção não faz diferença alguma e que esta empolgação toda de uma virada não dura mais que uma noite, virou kbô. Me desculpem a sinceridade, mas é que as vezes as pessoas se enganam demais e deixam de abraçar a tamanha realidade que a vida nos proporciona todos os dias. O ano muda, mas a vida continua, as gavetas vão bagunçar de novo, os armários vão amarrotar suas roupas, a casa vai se sujar novamente e de novo, e de novo, e de novo vamos ter aquele mesmo processo de faxinar, arrumar, ajeitar bagunças e isto será necessário diversas vezes no ano. Eu resolvi apenas deixar pra la aquilo que não deu, me perdoar pelo que não consegui, guardar o meu coração e prosseguir. A unica certeza que levo comigo é que até aqui Deus me ajudou, eu venci muita coisa, passei por cima de muitas outras, mesmo com tantos obstáculos que enfrentei, gente, entendam EU VENCI, independente dos números que mudam, estou aqui, pronta pra me continuar acreditando que o melhor para minha vida vem de Deus e ainda esta por vir....... E voltando ao assunto da faxina, esta eu faço sempre, e arranco sem dó quem me impede de seguir...(Falo de coisas, pessoas ou sentimentos ruins)
Cecilia Sfalsin

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Meu cachorro...

Hoje é uma noite triste pra mim... o cachorro de casa morreu... aliás morreram com ele... ou seja mataram no...  SEM PALAVRAS...
Como estou indignado com um ser que seja capaz de comprar veneno e dar pra um animal que nao tem nada de mau, nao mordia, só gostava de  brincar e pular na gente... hoje de manhã, ao sair pra trabalhar la estava ele na porta a me esperar e me acompanhar até o portão... Quando voltei do traballho, como todos os dias, estava no alpendre de casa sentado posicionado a me esperar, cheguei, brincamos, ele tinha a mania de ao me ver entrar na minha frente, deitando me impedindo de passar sem ao menos lhe carinhar, brincar, gostava de morder meu pé... sabe aquela mordida carinhosa, sem forçar, so pra mostrar que tem amor pela gente... entao... essa ai... e quando nao pulava... coisa que ele mais amava fazer, se ele fosse com a cara da pessoa ele iria pular na pessoa pra brincar, e lamber... nao podia ficar de bobeira que vinha lamber minha mao... era o modo de sempre dizer pra mim ESTOU COM VOCE... quantas vezes conversamos... e dialogos cabeça... eu me cachorro, tinhamos altos papos... ele me entendia e eu a ele, eramos parceiro... ele nem era meu, nem nosso, e sim de meu irmao, que morria de ciumes de ver o modo como eramos ligados... mas era um carinho que ele mesmo despertou por mim, nao fiz nada que comprasse este carinho... 
Sempre no horario da saida da escola, alunos vêm comprar sacolé/gelinho... e com isso ele sempre sai e da umas voltas e retorna... sempre foi assim... bate no portao, ou começa a pular na maçaneta e entra, hoje foi diferente... ele saiu e voltou, ao voltar foi pra terra, coisa q jamais faz, cachorro fino, nao gosta de terra muito menos de barro, foi ai q minha irmã percebeu q o coitado estava agonizando... e nao durou minutos.. MORREU!!!

Sentiremos saudades Rex... antes foi o Bob, agora vc... mto injusto isso...

domingo, 22 de novembro de 2015

"Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível. Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência."
Meryl Streep

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SINDROME DO IMPOSTOR

Tem hora que a gente se descobre nos concceitos menos inusitados da vida que nos apresenta (fonte: wikipedia):

Síndrome do impostorFenômeno do impostor ou Síndrome da fraude, do inglês, Impostor Syndrome, ou Impostor Phenomenon (Nota: impostor no idioma inglês também se escreve impostor), e também chamada de Fraud Syndrome, não se trata de uma desordem psicológica reconhecida oficialmente mas ela tem sido o assunto principal de vários livros e ensaios por psicólogos e educadores.
As pessoas que sofrem este tipo de síndrome, de forma permanente, temporária ou frequente, parecem incapazes de internalizar os seus feitos na vida. Não importando o nível de sucesso alcançado em sua área de estudo ou trabalho, ou quaisquer que sejam as provas externas de suas competências, essas pessoas permanecem convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e que de fato são nada menos do que fraudes.
As provas de sucesso são desmerecidas como resultado de simples sorte, ter estado no lugar certo na hora certa, ou se não por ter enganado as outras pessoas fazendo-as acreditar que são mais inteligentes do que o são em realidade.
Há estudos mostrando que esta síndrome é mais comum entre mulheres[1] , especialmente mulheres bem sucedidas em profissões tipicamente ocupadas por homens. Outros, no entanto, revelam que ela incide em um igual percentual de homens [2] [3] . É comumente encontrada no mundo acadêmico, especialmente entre estudantes de mestrado epós-graduação.[3]
A síndrome do impostor, caracterizada pela incapacidade de pessoas acreditarem nas suas próprias competências pode ser vista como o oposto do Efeito Dunning-Kruger, em que as pessoas não conseguem ver as suas próprias incompetências.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

E o medo de morrer?

Um dos medos mais comuns do ser humano, creio eu, que seja o medo de morrer, a maioria das pessoas que conheço sempre falam que o medo de morrer é um grande empecilho na vida, todos temos, todos o enfrentamos, e muitas vezes nao queremos encara-lo nunca...
Eu não fui diferente, desde que me entendo por gente sempre tive medo de morrer e da morte, além de nojo de morto, (isso mesmo, tenho nojo), não ponho a mao em morto, nao bebo agua em velorio, cafe, bolacha nem água... a fome e a sede somem... 
Mas, voltando ao assunto, #focanoassunto, sempre tive receio até mesmo de falar em morte, pensar em um dia em morrer...
Passei por tres vezes a experiencia da perda mais profunda (nome dado pelos psicologos para morte), aos 14 anos perdi meu pai, depois aos 23 perdi meu irmão, e aos 29 perdi minha avó. Foram três situações super distintas, mas que marcaram os momentos de minha vida.
Apesar de ter medo da morte, um sentimento que sempre sondou meu coração foi o desejo de morrer, pois é, já pensei inúmeras vezes em como seria muito mais fácil a vida se morresse, meus momentos de crise profunda de depressão, já me levaram a querer e tentar fazer besteiras... Mas nunca a ponto de concretização dessas vontades.
Com o tempo, fui percebendo que nao adianta muito querer, as coisas têm que acontecerem como devem acontecer, meio que me resignei com a vida, devido à constante solidão que sempre vivi... Os dilemas... As dúvidas... etc...
Estes últimos dias tenho vivido situações muito difíceis, que tem me tirado do prumo... e me feito pensar muito na vida... questionar e até perder a concentração... devido estar sobrecarregado de coisas... e com isso vamos descobrindo coisas... percebendo mudanças e transformações que a vida vai nos impondo, sem ao menos percebermos.
O que me levou a escrever este post, foram dois fatos que me ocorreram segunda (16/11/15), quase morri, literalmente falando...
passei por duas situações de incidentes que por pouco, mas muito pouco nao vim a óbito... de manhã quando estava indo à dentista ao atravessar a avenida principal um carro veio em disparada, quase me pegou, por segundos, senti o vento, cheiro etc passando por mim... o engraçado que nao tive aquela sensação de adrenalina em alta, coraçao disparado... foi como se nada tivesse acontecido... fiquei espantado comigo mesmo. No periodo da tarde indo embora pra casa do serviço chovendo e eu tapando a cabeça da chuva com guarda-chuva e em um cruzamento o guarda chuva tampou a visao de um lado meu, e quando dei por mim um ônibus de trabalhadores estava a menos de um palmo em cima de mim so deu tempo de dar um pulo pro lado e andar um pouco acelerado, sem nada dizer, por um instante de segundo, nao passei pro outro lado, meio que parando o bus no peito... nao daria muito certo!! quando o motorista buzinou ele ja estava em cima de mim...
Foi uma cena super rápida, e nao tive aquelas reaçoes de medo da morte, de adrenalina, de susto, muito pelo contrario, foi algo aterrorizantemente calma, sai andando sem nem olhar pra tras como se nada tivesse acontecido, como se aquilo fosse a coisa mais normal da face da terra de acontecer, foi ai que percebi que em nem um dos momentos eu senti medo, nao passou se quer uma sombra de medo de morrer, como se estivesse pronto pra morrer.
Foi ai que comecei a me sondar e a perceber que nao tenho mais medo de morrer, percebendo que nada me prende a esse mundo, nao tenho filhos pra criar e desenvolver, familia etc. é como se eu esteja a espera da morte apenas, sem muito  o que esperar da minha situaçao de vida.
Nao tenho por que ter medo de morrer, foi ai que caiu a ficha... que ja nao preciso ter medo de morrer, pois a morte seria um ponto final em todo meu sofrimento...
Foi ai que percebi que a morte seria mais um instrumento de libertação, de alívio talvez, nao sabemos ao certo o que realmente acontece depois, há inúmeras teorias, mas nem uma verdade comprovada... Mas uma coisa é fato, é um desligamento desse plano, das pessoas, dos momentos, das dores, dos sofrimentos...
Ai me vem aquela pergunta: Seria ruim desejar sua propria morte, visto que as expectativas de vida foram agua abaixo?? Alguns dizem, tentando justificar, que há pessoas com problemas maiores e piores que o meu, e lutam pra viver, pra continuar... A diferença entre eu e tais pessoas se resume no sentido que a vida lhe deu e lhe dará, se resume na necessidade de querer continuar o que ainda nao se terminou... Pra mim nao tem como continuar algo que nunca começou de verdade... as vezes outros pensam ser drama alem da medida, mas nao imaginam o que se passa dentro de um coraçao frutrado com a vida, com as imposiçoes que a mesma lhe propoe sem escolha... as inumeras situaçoes que nos sao jogadas na cara, postas no caminho que so tendem a tornar a vida...
Custei escrever esse aartigo, pois é muito dificil pra mim reconhecer me falho, incapaz, fraco etc para os outros e esse escrito me aponta um ser muito frágil, muito machucado, encarando uma realidade irreal para muitos, mas uma realidade que algumas pessoas passam... Aprendi ao longo de toda minha vida, mediante a toda dor e sofrimento vivenciado que depois de uma dor/sofrimento temos que estar prontos pra outro pior, se conseguimos passar por tal, é sinal que estamos forjados para subir um grau.
As vezes sinto inveja das pessoas que tem a vida fácil, se é que existe, ou que demonstra fortaleza perante todas as dores e encontra a felicidade no viver, no sofrimento e na dor...

Percebo que o medo virou uma vontade, talvez uma necessidade interna...
Subiu a montanha, agora está na hora de descer...


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Á CHATEADO POR QUÊ?
QUEM CRIOU EXPECTATIVAS FOI VOCÊ!
Por LARA BRENNER
Um dos caminhos mais eficazes para alcançar a frustração certamente se chama expectativa. Esperar que o novo trabalho seja o melhor do mundo, todos os amigos se lembrem de nosso aniversário, a família nos aplauda e esteja presente em cada momento e, a pior de todas, a pessoa com quem você se relaciona seja qualquer coisa que não ela mesma… Tanta esperança é um passe livre para uma conhecida e complicada fase de frustração, inconformismo e sofrimento pós-decepção.
Especialmente quando o assunto é ser humano, esse complexo de mistérios, contradições e singularidades, o bom mesmo é fazer nossa parte e concorrer para que as coisas saiam o melhor possível dentro do razoável. Até porque, para ser bem honesta, se já é difícil domar nossos cabelos revoltos pela manhã, que dirá controlar a vida e as ações de um ser humano cujas convicções, valores e criação nada têm em comum com os nossos.
Cada um de nós se amolda de um jeito diferente ao mundo. Alguns são mais flexíveis, outros, otimistas. Há aqueles que adoram um drama, enquanto outros são durões. Há quem queira viver uma vida pacata e bucólica, enquanto outros perseguem poder e dinheiro acima de qualquer coisa. As expectativas são fruto do que se tem como verdade individual. A não ser que você esteja jogando The Sims ou brincando de Barbie, é maluquice achar que todos se encaixarão direitinho no que espera que façam.
O mais louco nisso tudo é que geralmente o que projetamos no outro são carências ou omissões de nossa própria vida. Ou seja, com uma lanterninha acusadora, miramos bem na íris de um pobre coitado, ficando ali, com pipoca e guaraná nas mãos, a perguntar com avidez “quando é que essa pessoa vai me fazer feliz?”
Amigo, a verdade é que ninguém vai fazê-lo feliz enquanto você não for inteiro. É preciso conhecer-se profundamente, ou pelo menos estar disposto a isso, com a ajuda do próximo, sem responsabilizá-lo, porém, por sua felicidade, ou puni-lo por não preencher expectativas que ele muitas vezes desconhece.
Evitar expectativas é um ato de desapego. É não distorcer, ou mesmo anular o outro e compreendê-lo exatamente como ele é. Por isso, é bom se dar ao trabalho de conhecer as pessoas das quais se espera alguma coisa, dispondo-se a compreendê-las em sua integridade falha e cotidiana, mas nem por isso menos bela e surpreendente.
Expectativas intoxicam a alma de angústia e ansiedade, não podendo ser a razão mais simples: é que a roda viva continua viva e não costuma seguir muito as ordens de nossas mentes apressadinhas, controladoras e pretensiosamente calculistas.
Mas como não esperar nada do outro? Esperar uma relação feliz seria criar expectativas? Sabe, é provável que expectativas devidamente domadas sejam o único caminho para a calmaria da plenitude. Mais do que esperar ser feliz ao lado de qualquer pessoa, em qualquer tipo de relacionamento, é melhor respirar fundo, encontrar um pouco de paz de espírito e trabalhar para que isso ocorra. Assim, é possível viver cada dia de uma vez.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Filhos são como Navios - Içami Tiba
Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.Assim são os FILHOS.Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.
Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um:A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO.
Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.Os pais não devem seguir os passos dos filhos, e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que
“QUEM AMA EDUCA”.
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”
"Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles."

sábado, 26 de setembro de 2015

FAMÍLIA

Uma palavrinha tão pequena, com grandes significados, porém tentam resumir seu significado legalmente falando.
Não sou a melhor pessoa pra falar sobre família, pois família foi um grande peso, pois sempre passei por inúmeras situações dificeis com a minha família e devido a ela. Então eu evito consideravelmente o assunto, pois nao tive uma real identidade familiar, um berço familiar, ainda mais agora!!!
Pois é...
Passou-se na câmara do legislativo que a definição de família é a 'união entre homem e mulher', sim e os filhos se tornam pertencentes a esta família por ser frutos dessa união.
Vemos por ai, grandes discussões, principalmente por "grandes' teólogos católicos e não católicos, onde declaram que a ideologia gay veio para destruir o sentido de família no país e no mundo. Chove comentários, desaforos etc para tentar defender a família e criar um conceito que para mim se torna, totalmente, desnecessário, nao pela minha sexualidade, mas pelo que vemos no país, quiçá no mundo.
Acho que quando propuseram tal lei esqueceram de alguns detalhes que são muito presente em nossa sociedade, quando faz tal definição. Pois, as pessoas que sao criadas pelos avós? nao podem se considerar família? e os que sao criados pelos tios, pelas tias, irmãos, padrinhos etc por ter acontecido algo com os pais, ou os proprios pais terem abandonaddo ou mesmo abusado violentamente ou sexualmente dos próprios filhos??? Isso que é família? viver em um lugar hostilizado, onde sua segurança está corrompida, destruida?? 
Fiquei chocado quando soube desse tal projeto, espero que JAMAIS seja sancionada essa lei. Sou católico, conheco minha doutrina, a respeito e a sigo, mas em nem um lugar tanto na bíblia, catecismo, doutrina social etc, se restringe família como pai e mãe, até porque se formos considerar alguns aspectos biblicos encontramos, pais tendo "casos sexuais" com filhos no antigo testamento, onde o homem possui inúmeras mulheres, para poder se satisfazer... e ai??? 
Não tive um berço familiar autêntico, pois fui criado com a ausencia de meu pai, pois era alcoolatra e mau tinhamos contato.
Ouvir da boca de algumas pessoas, que pra mim são mais ignorantes que qualquer definição possível, dizer que uma criança nao pode ser adotado por casal de homossexuais, pois irá corromper a criança, a criança ja irá nascer no meio do pecado, da perversão etc. Agora uma criança pode ser abandonada pelos pais heteros, ou abusado por esses pais, que nao demonstra nem um pingo de carinho, preocupaçao e remorso. Ou preferem que as crianças sejam pelo sistema de abrigo, orfanatos etc onde sao tratadas apenas como objetos que foram depositadas ali e pronto...
Não concordo, nao aceito, e nao irei nunca concordar com essa definição, a palavra família possui um significado muito mais amplo do que essa definiçao de uniao sexual de um homem e mulher. 
Família é o lugar onde nos sentimos seguros, protegidos, acolhidos e amados. Onde sabemos que tudo pode nos acontecer e é pra lá que devemos voltar pra encontrar nosso alicerce nossa segurança, consolo, conforto ...
Alguns defendem que a família tem sido destruida, etc, até concordo, mas isso não se dá  simplesmente pelo fato da sexualidade, de um ou outro levantar uma bandeira se assume gay ou nao, esssa destruição, vem de muito antes, de inúmeros fatores, agora simplesmente acusar a homossexualidade ou ideologia de genero... é simplesmente pensar pequeno...

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PARTILHANDO...

Partilha: tem gente viciada em infelicidade! É estranho, eu sei, mas acontece. Alguns preferem repisar o terreno do sofrimento velho conhecido do que ousar o desconhecido. Muitos preferem repetir a mesma cantilena do papel de vítima da sua própria história do que pegar lápis e papel e rescrever o um roteiro diferente para a sua vida. Infelicidade vicia de tal maneira que não se vê outro horizonte ou pior, nenhum horizonte é capaz de anunciar novas terras e céus aos corações intoxicados. Detox de infelicidade por favor! Viva o contentamento! Viva a ação de graças do cotidiano imperfeito! Vivas e mais vivas para as pequenas alegrias da vida! O antídoto para a infelicidade pode vir em doses homeopáticas!

Por Augusto César - Banda Dom!!!

https://www.facebook.com/AugustoCezarDOM?fref=ufi

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DIAS BONITOS

Estou trilhando meu caminho, cuidando do meu campo, vivendo a minha história, na verdade colhendo um dia de cada vez, tentando não olhar para o que esta a minha volta que seja desinteressante, mas realmente não querendo perder nada que seja importante pra mim. Já me senti menor do que o outro, já pensei que não seria capaz de tanta coisa, que hoje olho bem pra dentro da minha alma e penso, uau, quantas proezas já consegui fazer, quantos obstáculos já venci, quantos muros já derrubei, quantas manobras já dei pra chegar exatamente onde já cheguei. 

Por mais valentes que sejamos, uma hora o coração pede pausa, os cansaços chegam, e dar um tempo se torna necessário para colocarmos muitas coisas nossas no lugar. 

Falo destas urgências que a gente tem quando não sabemos esperar, quando não permitimos Deus de agir, quando não queremos ouvir ninguém por nos acharmos fortes e inteligentes demais ao ponto de arriscarmos tudo por algo ou alguém. 

Você tem uma vida, respeite-a, você também tem sentimentos, respeite-os, é isto que sempre ouço quando avanço os meus limites, quando os meus passos estão maiores do que a minha sensatez. 

Gente, não há nada melhor do que as experiências que adquirimos quando decidimos nos cuidar, quando nos silenciamos para ouvirmos o nosso coração, quando abraçamos a coragem de ser feliz sem apertos e sem sem tantas cobranças, sem tantas obrigações. 

Estou vivendo dias bonitos, entendam, eu não disse dias fáceis, eu disse dias bonitos....

POR  Cecilia Sfalsin

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Capela do Santíssimo com Thiago Brado

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Filho, aprenda a desistir. Sei que parece o conselho errado de um pai dar para o seu filho. Mas, tenho certeza de que não se trata só de perseverar, de se agarrar tenazmente a algo ou alguém. Às vezes, ser feliz requer de nós a capacidade de desistir, de abrir mão, de desapegar-se. Às vezes, o jeito mais fácil de perder algo ou alguém é querer possuir, persistir para além da razoabilidade. Filho, para aprender a perseverar é preciso aprender a, sabiamente, desistir. Não se pode ter e ser tudo para todos. Escave dentro de si mesmo a resposta à pergunta: do que ou de quem não sou capaz de desistir? E a partir da resposta construir toda a sua perseverança e todo o seu desapego do que não lhe é fundamental. É isso, filho. O que me motiva a te escrever é uma vontade enorme de lhe ver feliz. E que você possa entender um pouco de por que sou como sou. Filho, to aqui te esperando, pra cada dia te amar mais e mais!

BOA NOITE!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Solitário...

Já se tem alguns anos que a minha qualidade maior é o fato de ser solitário, por mais que muitas vezes esteja rodeado de muitas pessoas, ou em ambientes repletos de gente, no fundo do meu coração ainda ha uma grande solidão, 
Algumas pessoas acham que ser solitário é uma escolha, opção de vida, mas eu que vivo isso constantemente sei que não é bem assim. 

Tento entender em como eu cheguei a isso, a não estar com muitos, não ser de muitos, apesar de conhecer muita gente, e muitas vezes estar com muita gente, dentro de mim, a solidão é uma constância que nos leva a uma eterna oscilação de melancolia e tristeza, pois não sabemos, eu ao menos não sei, lidar muito bem com isso.

Às vezes penso que os sofrimentos que a vida me presenteou trouxe junto essa característica de ser solitário. 

Um texto de reflexão:
"Apesar que sofrer dignifica, faz crescer... Mas sofrer em excesso leva ao desespero, à dor incontrolável. Portanto, pensar é preciso, mas ponderar os pensamentos é obrigatório. Quem pensa de mais, vive de menos. “Penso que sou o homem mais solitário do mundo.” Quem pensa, se dá conta de que muita coisa na vida não tem sentido nenhum e pensar mais e mais pode só aumentar a agonia. É por esse motivo que os solitários que andam por aí muitas vezes são vistos como pessoas amarguradas e estranhas. Na verdade, encarar as verdades da vida torna esses indivíduos mais críticos, pois continuam numa busca incessante por respostas que podem nunca alcançar. Dessa forma, se isolam da maioria por se sentirem completamente incompreendidos e desencaixados num mundo onde parece que ninguém os acompanha. O equilíbrio é essencial. Ser um solitário constantemente pode gerar muito sofrimento – como pode ser percebido no romance –, mas ser incapaz de ter um momento solo é um erro muito comum hoje em dia e que passa despercebido".  (http://lounge.obviousmag.org/recanto_da_desconstrucao/2014/10/por-que-pensar-te-torna-um-ser-mais-solitario.html#ixzz3koN4HUTM)
Algumas pessoas se incomodam com o nosso ser solitário, como se o estar na solidão fosse alguma escolha nossa, ou as vezes até um doença, mas na verdade acontece sozinho, ao menos comigo foi, quando menos esperei percebi que não havia ninguém por mim, e a cada dia que passa esse estar sozinho tende somente a aumentar ainda mais e mais.
Vivo uma vida onde não há uma graça ou cor, não saio pois não vejo graça de sair sozinho, é uma vida do trabalho pra casa e casa pro trabalho, às vezes da casa pra igreja, e igreja casa, mas percebo que a cada dia esse estar sozinho tem aumentado e prejudicado ainda mais, pois as pessoas não entendem muito bem o que passamos e/ou sentimos, chegam a achar que estamos fazendo charme ou mesmo fazendo manha para nos sentirmos centro das coisas, e não é bom isso, pois a última coisa que quero é ser ou estar no centro das atenções. 
Tenho me afastado de tudo que me promova, pois constantemente tenho recebido críticas externas de que busco aparecer no meio das pessoas... isso é o que menos quero na vida, pois só atrai problemas e responsabilidades, e algo que tenho corrido é de problemas e, principalmente, de responsabilidades.
Quero ser feliz, mas não sei como conquistar essa tal felicidade sozinho... 
Outro texto que me ajuda a pensar nesse estado solitário de ser:
"Dia desses me perguntaram se eu era solitária e respondi que sim, que eu era. Depois fiquei pensando nisso. Mas o que é ser solitário? É uma pessoa viver sozinha, isolada e triste? Isso já é um estado de rejeição, desamparo, melancólico e angustiante. O que a pergunta trazia em seu contexto era o fato de eu ficar muito em minha casa. Sair pouco. 
Tanto que a pergunta que se seguiu foi: "O que você faz em casa? Eu preciso sair, não aguento ficar dentro de casa". E eu tenho fases mesmo de dificuldade de sair da "concha" - como diz um amigo que está sempre me cobrando pra tomar algo em um barzinho e colocar o papo em dia. 
Então, fico pensando, se eu sair da concha e for pra balada todo os dias ou estiver dia e noite fora de casa, não serei solitária? Bom, já fiz muito disso, até demais, com amigas e amigos, e com namorados. É bom, mas em alguns momentos da vida, escolhemos a concha. Mas é uma opção. 
É lógico que gosto de sair, jantar com um amigo ou sair com amigas pra curtir um fim de semana. Estou até em falta com alguns que estão sempre me chamando. 
"E o que você faz em casa?" Sempre tenho o que fazer. Adoro ver um bom filme ou um show, leio, escrevo meus "pensamentos", ouço música, converso pela internet com amigos, amigas e primos que estão longe de mim. Atualizo meus blogs, aliás algo que adoro fazer. E assim vai... É mais difícil me tirar de casa do que se imagina. Quem consegue pode ter certeza de que curto muito a companhia. Tenho prazer em bons papos. 
Nem sempre sinto que vale a pena sair da minha concha, do meu lar-doce-lar pra ficar rodando pelas ruas e conseguir um barzinho e não ter onde estacionar, depois não ter onde sentar e ter de esperar e muita gente e tudo muito cheio... E me pergunto se nesses momentos não podemos nos sentir meio solitários, mesmo entre tanta gente? Sim, claro. E eu nem sei se esse meu jeito é bom ou ruim, mas é assim que acontece. 
Também gosto muito, quando alguém vem aqui no meu canto e preenche o espaço com presença e alegria, movimento e boas energias. Então, sinto que essa conversa de ser solitário, sair ou não querer sair, talvez seja normal. 
Sair, porque é sexta, sábado ou domingo, se não for algo com que eu vibre, pra mim, já é rotina. Talvez tudo isso reflita apenas um estado de espírito meu. Posso estar num café numa segunda-feira e se a companhia for boa e o papo também, pronto! Isso já me fez bem demais. 
Então, não acho que eu seja solitária. Acho que, tirando alguns amigos queridos e companhias agradáveis que valem a pena, em muitos momentos curto estar comigo. Sem estresse nem problemas. Porque o importante, na concha ou no meio do movimento, é não estar infeliz.

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Só sei que ser solitário não é algo muito agradável, pois muitas vezes queremos fazer muita coisa, mas pela falta de companhia, acabamos por desistir e ficar no nosso mundinho isolado. Às vezes arrisco em dar minhas saídas sozinho, ir ao shopping, cinema, comer algo, mas é tão frustante, e as pessoas passando te olhando, meio que se questionando o motivo pelo qual você está ali sozinho sem ninguém... Em casa devido às situações vividas, acabo por ficar no meu quarto vendo filme, escrevendo, trabalhando, pois é o lugar onde mais sinto sozinho, por falta de troca de afetos!!! Minha balada é a internet, onde tenho amigos virtuais com quem converso com frequência... Mas o sentimento que insiste em me sondar é o de atrapalhar o outro, às vezes tenho a impressão de que além de ser inútil para o outro, acabo me tornando um estorvo, atrapalhando a vida de outros...

Porém, estou cansado de viver SOZINHO, de ser SOLITÁRIO!!!

Apegos e desapegos!!

É muito dificil reconhecer nossas proprias fragilidades, fraquezas e sensibilidades por medo das pessoas nos olharem com pena, com ranço de julgamento e às vezes até com um certo pré conceito... 
Falo isso pois já vivi muitas situaçoes na vida e em todas elas necessitei ser forte, necessitei demonstrar, em muitas vezes, algo que dentro de mim era totalmente o oposto. 
Atualmente, tenho tomado consciencia de minhas limitações, ainda mais, e das minhas fraquezas e sensibilidades, para que eu possa aprender com elas e, verdadeiramente, ser quem eu realmente sou, sem máscaras, sem fingimentos e dissimulações.
E diante disso, tenho percebido meus apegos para lidar com os desapegos, coisa que é muito dificil para mim, pois sou uma pessoa que se apega muito fácil, e desapega com muita dificudade, por medo de ficar ainda mais sozinho que ja sou e estou.
Os apegos são diversos em minha vida, apego a pessoas que hoje, ja nao sou mais apegado a pessoas, mas tenho uma fragilidade no apego, pois como me apego facilmente tenho um medo tremendo de me aproximar do outro, o que causa ainda mais a minha solidao, pois há um medo de se sentir abandonado em meio aos apegos humanos, apegos sentimentais e emocionais, como constantemente ja aconteceram em minha vida.
Esses apegos eram constantes, e por fim acabavam me interpretando erroneamente e isso me frustrava e frustra muito, pois a minha carência, como disse no post anterior, faz me apegar ainda mais as pessoas e as coisas que a vida me apresenta.
O desapego não algo fácil pra mim, apesar que atualmente nao tem sido muito uma escolha desapegar-se, pois a própria vida se encarregou de fazer com que eu me desapegue de outrem, sendo deixado de lado, abandonado, e muitas vezes, pra nao dizer sempre, ser lembrado pelos outros somente quando precisam de mim para alguma coisa que eu seja capaz.
O sentimento que estes apegos e desapegos deixaram foram da inutilidade, sentimento da nao serventia, o que tem me feito refletir muito nos últimos meses, tenho tentado entender pra que vivo, pra que fim??? Até então nao encontrei resposta... pois a vida que cheguei tem sido muito cruel, onde as pessoas te interpretam seu falar e seu agir da maneira que elas acham, mas la no nosso interior, só nós sabemos o que se passa, sabemos a autenticidade de nossos valores...
Esses desapego pleno que a vida me impos fez me crer que nao tenha muito valor autentico, tenho buscado descobrir qual o meu valor, mas, ainda assim, está difícil encontrar um valor real pra minha vida, pra tudo que sou, um valor agradavel, pois percebo que possuo valores, mas aos meus olhos nao sao valores agradáveiis, mediante minhas conclusões... Vivo um constante questionamento sobre minha vida, sobre o que vivencio, pois a cada dia sinto que a vida tem perdido, pra mim, o seu verdadeiro sentido, perdido a vontade,  a esperança... Hoje apenas vivo... sem apegos e desapegando de mim mesmo, sem criar expectativas com o que pode vir, pois nao tenho recebido nada agradavel nesses 35 anos, e percebo que isso perpetuará ainda mais em minha vida...

Minhas palavras, meus desabafos, minhas confissões...

Chega de mensagem dos outros e minha vez de escrever de mim, por mim mesmo... Apesar que todas as mensagens que postei que não são minhas têm haver comigo e com a realidade que tenho vivido nos últimos meses.
E tenho tido grandes momentos de reflexão, devido a todo processo de transformação que tenho passado internamente, uma libertação de mim mesmo, de meus apegos (que será um outro  post), de pensar e repensar minhas atitudes, meus pré conceitos, minhas atuais intenções de vida entre outras tantas coisas que venho lutando internamente.
Como disse algumas outras vezes, e hoje tenho plena certeza disso, Sou muito carente... mas muito mesmo!!! E o pior que não sei como suprir tal e tamanha carência que vivo... Não é uma carência simples, é algo profundo que venho percebendo agora adulto... "quase velho" - Uma carência que muitas vezes a gente acha que nunca irá nos fazer falta é a carência afetiva, de afetos... Tenho concluído que passei uma longa parte da vida sem afetos, sem demostração de carinhos,  caricias, abraços... e tenho percebido que minha atual carência seja disso, de sentir afeto, querido mas não somente por palavras, mas com atos concretos... não seria algo sexual e sim partilha de carinho, afeto, um abraço!! 
Notei que quando fui pra igreja, grupo de jovens algo que não deixava transparecer essa carência era que sempre estava rodeado de pessoas que careciam de um abraço, de uma conversa amiga, de estar próxima... e nunca tinha parado pra pensar que mesmo estar auxiliando alguém em suas carências eu estava me auxiliando suprindo minhas carências de afeto, talvez de uma forma errada, pois isso acabava gerando um apego e desencadeando outras situações, como muitas que vivi por demonstrar afeto, e as vezes pela falta acabar extrapolando e ser mal interpretado... quantas amizades não perdi por isso... por excesso de afeto, até porque muitas vezes nosso apego, nos leva a isso, a dar um afeto exagerado por medo de perder esse afeto recebido... como vivi isso!!
De uns anos pra cá, mais exatamente dois anos, eu deixei esse meu lado convívio igreja o que me fez estar e ficar isolado, pois as "amizades" que tinha era do convívio de igreja, e percebo que dentro da igreja temos grandes amigos, mas quando deixamos ou afastamos esses grandes amigos, se reduzem... 
Eu passei um ano quase extremamente sem amigos reais, vivendo uma solidão profunda... na verdade ainda vivo essa solidão, hoje mais por medo dessa carência me levar ao apego... Mas sinto uma falta tremenda de ter amigos reais, não virtuais... poder fazer coisas de gente normal, sentar e ter um "cadin de prosa", rir, trocar experiências, olhar no olho, sentir a pessoa, saber conhecer as expressões do outro... isso me faz muita falta...
Receio muito, devido minha condição sexual, como já fui muito condenado/criticado e mal interpretado, tenho medo de acontecer e "reacontecer" e não ter as mesmas forças que tive anos atrás que me condicionaram a prosseguir... hoje sei que o menor vento de situações que me trazem desconforto afetivo já é motivo de mudar direção, mudar foco etc.
Por falar nisso, um dos motivos de ter criado este blog foi pela ausência de com quem conversar minhas neuras, meus desabafos e minhas confissões...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quando a dor nos visitar...
O que faz doer nem sempre tem causa aparente. Dor é um acontecimento sem datas. Prolonga-se no tempo e contraria todas as regras dos argumentos . Eu não sei o que dói. Eu não sei quando começou doer. O que sei é que a dor é a identificação mais profunda da condição humana. Dela é que nasce a expressão do cuidado.
A dor sinaliza que algo precisa ser curado, que algo carece de presença, olhar atento e esforço redobrado. Dores são diversas. São físicas, emocionais, psíquicas. Dores de toda hora, de vez em quando, ao cair da tarde, com o chegar das primeiras estrelas ou com os primeiros raios de sol. Dores não conhecem o tempo. Chegam quando querem. Elas se acomodam nos cantos da alma, nos centros das carnes e ficam. Os que já sofreram muitas dores aprenderam a lidar com elas...
Elas amadurecem.
Meu amigo ‪#‎PadreLéo‬ tem experimentado muitas delas. Eu o vi travando uma luta ferrenha com essas visitantes estranhas. Os olhos brilhavam um pouco mais. O sorriso que lhe é tão próprio não se desfez em nenhum momento, mas apenas cedeu lugar para uma forma mais sublime de sorrir... Era a dor chegando com sua lousa e giz, pronta pra ensinar... Ele tem sabido aprender. Tenho orgulho do meu amigo e sei, que mais cedo ou mais tarde, eu receberei as lições desse aprendizado. Tenho sofrido com ele, mas de longe. Não posso ficar ao lado. Eu experimento a dor à distância. Experimento a dor que tem sido minha, e que de alguma forma é a dele também. Dores criam esquinas inesperadas.
Padre Fábio de Melo
Certas decisões que tomei me fizeram mais corajosa, me tornaram mais forte mediante a algumas situações e me fizeram ser mais "eu" diante de certas pessoas também. Fiz algumas mudanças em mim, fechei muitas portas escancaradas pela minha ingenuidade, pelo meu jeito bobo de confiar demais, e não permito que ninguém dê palpites em minha vida se não tiver uma bagagem de experiências, se não for para me ensinar alguma coisa, se não for para me ajudar a crescer sem se achar sábio o bastante para me dizer o que devo ou não fazer, se não for para acrescentar o melhor em mim. As vezes nos sujeitamos a tantos desaforos por nos sentirmos pequenos demais que menosprezamos a grandeza de Deus na vida gente, o melhor que Ele nos prepara todos os dias e o grande valor que temos pra Ele e não é bem assim que a banda toca quando a gente sonha, quando a gente quer realizar e conquistar seja la o que for. Humildade difere de humilhação, é ato nobre, é coisa de gente que sabe o que quer com simplicidade, que não ultrapassa limites, que não menospreza o outro, que não se acha a ultima bolacha do pacote, mas que luta com dignidade e honestidade sem se diminuir pelo que é ou pelo que tem. Seja humilde, não seja boba(o), conquiste o seu espaço, faça valer a pena cada desejo do seu coração, mas não se sinta inferior a ninguém nem tampouco incapaz ou impossibilitado(a) de conquistar. Seja você, que o que é pra ser em sua vida Deus faz acontecer, do jeito dEle, na hora dEle, e usa quem quer e como quer só para abençoar você ...Nascemos pra vencer.
Cecilia Sfalsin