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Nada em nossa vida muda se não decidirmos que mudem, e eu estou em uma fase delicada, usando o "to nem ai" pra muita coisa. Ei, eu não disse que estou bem na minha e que nada me abala: quero esclarecer apenas que a tamanha importância que eu dava para certas coisas e pessoas foi se encurtando de acordo com as descobertas que fui fazendo sobre mim. 

Não, eu não sei lidar com superficialidades, eu não sei conviver com gente que não se importa, eu não sei abraçar gente falsa, eu não sei agradar a todos por conveniência, e também não sei dar moral pra quem não tem. 

Aprendi com muita luta mesmo, que, para cuidar de um coração o meu precisa estar bem, e, na maioria das vezes eu permiti que o ferissem, sim, eu permiti, eu deixei pela confiança excessiva que depositei, pelo amor que senti esperando reciprocidade e pelo respeito que dediquei. Seja legal, não seja boba(o). 

Enquanto o tolo se acha esperto, o sábio se afasta e agradece. São as pequenas raposinhas que fazem mal as vinhas quando elas estão em flor (Cantares 2:15). São as pequenas coisas que nos tiram da presença de Deus, que nos distanciam das bençãos preparadas, que nos fazem ter comportamentos desagradáveis, que nos roubam a paz, e até mesmo a personalidade. 

São as pequenas e inocentes raposinhas que nos vigiam quando estamos florescendo, só para arrancar de nós a beleza que vem de dentro e deixar aflita a nossa alma. Há decisões precisas para que as coisas necessárias se ajeitem em nossa vida, e uma delas é: 

Nos desprender de tudo que nos faz retroceder, nos desapegar do que não esta nos deixando bem e deixarmos pra la quem só nos desvaloriza também. Para toda escolha há uma renuncia, escolha se cuidar, e salve o melhor que você tem. Ame a todos, mas proteja o seu coração do que é mal.

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