segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tristeza por favor vai embora dessa alma que chora de tanto esperar...

Esse trecho dessa canção mostra realmente como estou neste exato momento, MUITO TRISTE, chateado com a vida, com as pessoas... Vejo que a desilusao, desesperança insiste em me visitar e ficar por um bom tempo e ficar me atormentando, martelando, impugnando... as vezes as pessoas nao imaginam o quanto as palavras ferem, machucam nao o corpo mas a alma.
Estava tentando escrever esse post ja faz mais de 3 semanas, e sempre adio, tentando melhorar meu animo, mudar meu foco, mas vejo que meu coraçao nao ta mais aguentando...
Nessa vida tem dia que a gente precisa agir como se fossemos pedras para podermos conseguir enfrentar aquilo que somos obrigados a passar.
Imagina uma situaçao: voce em teu quarto fazendo trabalhos academicos e de repente uma pessoa alterada alcoolicamente, entra tumultuando o ambiente, procurando por um celular que nao é seu, é de outrem, pergunta pra vc se outrem te disse algo, e voce simplesmente respondi NAO, e continua com seus afazeres... e a pessoa se sente agredida por este ato, e pior quer partir pra ignorancia mesmo... tem hora que fico me perguntuando como algumas pessoas se dizem pessoas... ate hoje nao entendo muito bem certas atitudes humanas, acho que sou muito melhor com animais que com gente. e ainda a pessoa quer que  no outro dia depois de ter falado um monte de asneiras (Ignorante, se da de bonzao, de superior mas eh pior que todo mundo...) quer que ajamos como a mais alegre e bela flor do dia... me poupe neh... posso ter cara de bobo, mas... bobo é só no jeitao da madeira viu... tenho sentimentos, tenho personalidade, opiniao propria e por ai vai... mal sabe a pessoa que um dia irá precisar de mim... e serei obrigado a lembrar que sou superior e nao me misturo com inferiores neh...
Isso e outras coisas tem me machucado muito, coisas simples do dia-a-dia, haja chocolate pra tanta melancolia viu, olha se fosse dono de fabrica de chocolate teria quebrado a fabrica viu... é a unica coisa que consegue amenizar minha tristeza, solidao, chocolate, fico ate mais motivado rs... mas estava eu comigo a pensar, ja deu neh, ta mais que na hora de eu procurar um rumo pra minha vida, tentar investir em mim ir em busca do meu canto, torar-me mais independente ainda do que sou...


por isso sigo cantarolando:

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar




Vida de cão...

Como ja postei outras vezes aqui em casa temos um cao, alias meu irmao tem um cachorro, apesar que ele parece ser mais meu de que dele mesmo, e creio que ele deve ter completado 5 anos ja, nossa como o tempo passa... quando ele veio pra casa trazido pela mao de minha sobrinha que encasquetou que aquele seria seu caozinho, ja que a irma tinha uma cadela. Dizem que a primeira impressao é a que fica, pois é, eu nao acredito nisso nao, eramos como cao e gato,  da minha parte é claro, nao queria amizade, ja tinha amizade com a Lessie, e o Bob estava sobrando... cachorro moleke, sabe aquelas crianças que voce precisa ficar de cima que senao faz arte, esse era o Bob pequeno, se bem que nao mudou muito não... ainda faz cada proeza que dá espanto e graça pra gente, tem hora que acho ele mais humano que muita gente ai... entao com o tempo ele foi conquistando espaço na minha vida, a chegar um ponto em que ele fazia mais festa em me ver do que ver os proprios donos, isso é até hoje. Com ele aprendi que amor existe, às vezes uma forma estranha de entender, mas existe amor, que mesmo que uma das partes ainda nao esteja dentro desse relacionamento de amor, quando a outra parte insiste em amar, quando menos esperamos nos vemos envolvidos nesse amor, e o Bob ia crescendo, em tamanho e molequice, porem um outro ai começou a perceber meu apego ao cao, dai pra me atingir a pessoa judia do bichinho... a sorte que nao vejo essas coisas, pois... melhor nem pensar... um dia Bob ainda menino essa pessoa ai pegou-o de paulada, simplesmente por ele estar deitado na porta da sala à noite, parece pirraça, quanto mais eu agrado o cao, mais ele desagrada, é impressionante, parece uma desputa de atençao e desatençao.
Com o tempo o dog entendeu a liçao, quando percebe  a pessoa chegando esconde, é engraçado de se ver, basta sentir o cheiro, vc ja sabe fulano está chegando.
Hoje vendo essa situaçao onde o mesmo dizia que iria sumir com o bicho, que iria fazer isso ou akilo, fiquei imaginando como um animal tal doce, inocente desperta a ira de pessoas, como pode pessoas serem tao más de coraçao a ponto de maltratar um animal que só demonstra carinho, amor, ternura. Nao sinto um pouco de dó do cao, mas da pessoa... É DE DAR DÓ, porque uma pessoa assim que nao é capaz de demonstrar carinho ou receber carinho de um bichinho indefeso, como pode ser o final dessa pessoa, uma pessoa amarga, que só pensa em si. 
Hoje fiquei olhando vendo a cena, e me questionando, quem será que tem a vida de cao?? 
Creio que o Bob é muito mais humano, ao menos pra mim sim, nao que essa pessoa tenha problemas comigo, e tem muitos, mas convenhamos... é muito triste perceber que uma pessoa possui em si uma personalidade tao diferenciada dentro de si. E ainda esses dias fui obrigado a ouvir de um ai que eu me faço de superior aos outros, só porque tenho amigos na igreja e coisa e tal, que sou ignorante, fechado... é tao estranho as pessoas acharem tal atitude  comum, e as minhas tao diferentes, tao condenaveis... isso porque fico no meu canto, nao interfiro no problema que nao me diz respeito, sou dou opiniao quando requisitado e com insistencia, porque se conselho fosse bom vendia-se.
Hoje eu percebo que realmente sou superior, nao superior de soberba, de querer ser mais que alguem, mas superior em me aceitar como sou, em olhar as pessoas a minha volta mesmo me criticando, condenando ou julgando como um igual. Engano achar que tenho amigos na igreja, se tivesse tantos amigos assim como penso nao passaria tanto tempo em frente a um computador, acho que a pessoa foi bem infeliz no comentário. 
Penso e lutarei pra um dia morar em um lugar meu, em que eu posso dizer, aqui é minha casa, aqui tenho o animal que eu quero, e que quem manda aqui sou eu, até gostoso de imaginar isso, apesar de ser ainda uma realidade bem distante, mas isso me faz voltar a sonhar... ter uma casa onde posso ter liberdade em assistir o q quiser, ter quantos cachorros quiser, onde o meu silencio nao incomoda ninguem... Anseio em morar sozinho, já que vivo no meu mundo solidao mesmo, nada melhor que efetivar isso...

Se voce nao tem o que fazer, falar, agir sei la... nao inventa algo contra um animal tao inocente, inofense, um animal que soh morde pra demonstrar carinho... Tem coisas que mexe tanto com a gente né... hoje amanheci o dia assim mexido, tomado com certas açoes desumanas, maes deixando filho no lixo, jogando da ponte etc isso me assusta, enquanto outros descontam suas iras em animais inofensivos... fico como pode tudo isso... Vivermos em um mundo de humanos tao desumanizados assim...
OH VIDA DE CAO!!!

E o Bob, sabe onde ele está agora??? debaixo da janela do meu quarto, parece que sabe que estou falando dele viu, acabou de ficar de pe na janela pra ver o q estou fazendo e que esta me vendo, ja danei com ele neh, pq se o irmao meu ver, ai coitado... quando nao estiver por perto o bichinho sofre...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Faço delas minhas palavras...

Veja que lixo!

Por Jean Wyllys - Deputado Federal(PSOL-RJ)

Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, par
a não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.
A coluna publicada na edição desta semana do libelo da editora Abril — e que trata sobre o relacionamento dele com uma cabra e sua rejeição ao espinafre, e usa esses exemplos de sua vida pessoal como desculpa para injuriar os homossexuais — é um monumento à ignorância, ao mal gosto e ao preconceito.
Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. Com relação ao primeiro, é necessário esclarecer que as orientações sexuais (seja você hétero, gay ou bi) não são tendências ideológicas ou políticas nem doenças, de modo que não tem “ismo” nenhum. São orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidade”, “heterossexualidade” e “bissexualidade”. Não é uma opção, como alguns acreditam por falta de informação: ninguém escolhe ser gay, hétero ou bi.
O uso do sufixo “ismo”, por Guzzo, é, portanto, proposital: os homofóbicos o empregam para associar a homossexualidade à ideia de algo que pode passar de uns a outros – “contagioso” como uma doença – ou para reforçar o equívoco de que se trata de uma “opção” de vida ou de pensamento da qual se pode fazer proselitismo.
Não se trata de burrice da parte do colunista portanto, mas de má fé. Se fosse só burrice, bastaria informar a Guzzo que a orientação sexual é constitutiva da subjetividade de cada um/a e que esta não muda (Gosta-se de homem ou de mulher desde sempre e se continua gostando); e que não há um “estilo de vida gay” da mesma maneira que não há um “estilo de vida hétero”.
A má fé conjugada de desonestidade intelectual não permitiu ao colunista sequer ponderar que heterossexuais e homossexuais partilham alguns estilos de vida que nada têm a ver com suas orientações sexuais! Aliás, esse deslize lógico só não é mais constrangedor do que sua afirmação de que não se pode falar em comunidade gay e que o movimento gay não existe porque os homossexuais são distintos. E o movimento negro? E o movimento de mulheres? Todos os negros e todas as mulheres são iguais, fabricados em série?
A comunidade LGBT existe em sua dispersão, composta de indivíduos que são diferentes entre si, que têm diferentes caracteres físicos, estilos de vida, ideias, convicções religiosas ou políticas, ocupações, profissões, aspirações na vida, times de futebol e preferências artísticas, mas que partilham um sentimento de pertencer a um grupo cuja base de identificação é ser vítima da injúria, da difamação e da negação de direitos! Negar que haja uma comunidade LGBT é ignorar os fatos ou inscrição das relações afetivas, culturais, econômicas e políticas dos LGBTs nas topografias das cidades. Mesmo com nossas diferenças, partilhamos um sentimento de identificação que se materializa em espaços e representações comuns a todos. E é desse sentimento que nasce, em muitos (mas não em todos, infelizmente) a vontade de agir politicamente em nome do coletivo; é dele que nasce o movimento LGBT. O movimento negro — também oriundo de uma comunidade dispersa que, ao mesmo tempo, partilha um sentimento de pertença — existe pela mesma razão que o movimento LGBT: porque há preconceitos a serem derrubados, injustiças e violências específicas contra as quais lutar e direitos a conquistar.
A luta do movimento LGBT pelo casamento civil igualitário é semelhante à que os negros tiveram que travar nos EUA para derrubar a interdição do casamento interracial, proibido até meados do século XX. E essa proibição era justificada com argumentos muito semelhantes aos que Guzzo usa contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Afirma o colunista de Veja que nós os homossexuais queremos “ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos”, e pouco depois ele coloca como exemplo a luta pelo casamento civil igualitário. Ora, quando nós, gays e lésbicas, lutamos pelo direito ao casamento civil, o que estamos reclamando é, justamente, não sermos mais tratados como uma categoria diferente de cidadãos, mas igual aos outros cidadãos e cidadãs, com os mesmos direitos, nem mais nem menos. É tão simples! Guzzo diz que “o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa”. Ora, mas é a lei que queremos mudar! Por lei, a escravidão de negros foi legal e o voto feminino foi proibido. Mas, felizmente, a sociedade avança e as leis mudam. O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal em muitos países onde antes não era. E vamos conquistar também no Brasil!
Os argumentos de Guzzo contra o casamento igualitário seriam uma confissão pública de estupidez se não fosse uma peça de má fé e desonestidade intelectual a serviço do reacionarismo da revista. Ele afirma: “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”. Eu não sei que tipo de relação estável o senhor Guzzo tem com a sua cabra, mas duvido que alguém possa ter, com uma cabra, o tipo de relação que é possível ter com um cabra — como Riobaldo, o cabra macho que se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem, no romance monumental de Guimarães Rosa. O que ele chama de “relacionamento” com sua cabra é uma fantasia, pois falta o intersubjetivo, a reciprocidade que, no amor e no sexo, só é possível com outro ser humano adulto: duvido que a cabra dele entenda o que ele porventura faz com ela como um “relacionamento”.
Guzzo também argumenta que “se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for”. Bom, os gays somos como o espinafre ou como as cabras. Esse é o nível do debate que a Veja propõe aos seus leitores.
Não, senhor Guzzo, a lei não pode obrigar ninguém a “gostar” de gays, negros, judeus, nordestinos, travestis, imigrantes ou cristãos. E ninguém propõe que essa obrigação exista. Pode-se gostar ou não gostar de quem quiser na sua intimidade (De cabra, inclusive, caro Guzzo, por mais estranho que seu gosto me pareça!). Mas não se pode injuriar, ofender, agredir, exercer violência, privar de direitos. É disso que se trata.
O colunista, em sua desonestidade intelectual, também apela para uma comparação descabida: “Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos”. O que Guzzo não diz, de propósito (porque se trata de enganar os incautos), é que esses 300 homossexuais foram assassinados por sua orientação sexual! Essas estatísticas não incluem os gays mortos em assaltos, tiroteios, sequestros, acidentes de carro ou pela violência do tráfico, das milícias ou da polícia.
As estatísticas se referem aos LGBTs assassinados exclusivamente por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero! Negar isso é o mesmo que negar a violência racista que só se abate sobre pessoas de pele preta, como as humilhações em operações policiais, os “convites” a se dirigirem a elevadores de serviço e as mortes em “autos de resistência”.
Qual seria a reação de todos nós se Veja tivesse publicado uma coluna em que comparasse os negros com cabras e os judeus com espinafre? Eu não espero pelo dia em que os homens concordem, mas tenho esperança de que esteja cada vez mais perto o dia em que as pessoas lerão colunas como a de Guzzo e dirão “veja que lixo!”.