domingo, 22 de novembro de 2015

"Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível. Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência."
Meryl Streep

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SINDROME DO IMPOSTOR

Tem hora que a gente se descobre nos concceitos menos inusitados da vida que nos apresenta (fonte: wikipedia):

Síndrome do impostorFenômeno do impostor ou Síndrome da fraude, do inglês, Impostor Syndrome, ou Impostor Phenomenon (Nota: impostor no idioma inglês também se escreve impostor), e também chamada de Fraud Syndrome, não se trata de uma desordem psicológica reconhecida oficialmente mas ela tem sido o assunto principal de vários livros e ensaios por psicólogos e educadores.
As pessoas que sofrem este tipo de síndrome, de forma permanente, temporária ou frequente, parecem incapazes de internalizar os seus feitos na vida. Não importando o nível de sucesso alcançado em sua área de estudo ou trabalho, ou quaisquer que sejam as provas externas de suas competências, essas pessoas permanecem convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e que de fato são nada menos do que fraudes.
As provas de sucesso são desmerecidas como resultado de simples sorte, ter estado no lugar certo na hora certa, ou se não por ter enganado as outras pessoas fazendo-as acreditar que são mais inteligentes do que o são em realidade.
Há estudos mostrando que esta síndrome é mais comum entre mulheres[1] , especialmente mulheres bem sucedidas em profissões tipicamente ocupadas por homens. Outros, no entanto, revelam que ela incide em um igual percentual de homens [2] [3] . É comumente encontrada no mundo acadêmico, especialmente entre estudantes de mestrado epós-graduação.[3]
A síndrome do impostor, caracterizada pela incapacidade de pessoas acreditarem nas suas próprias competências pode ser vista como o oposto do Efeito Dunning-Kruger, em que as pessoas não conseguem ver as suas próprias incompetências.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

E o medo de morrer?

Um dos medos mais comuns do ser humano, creio eu, que seja o medo de morrer, a maioria das pessoas que conheço sempre falam que o medo de morrer é um grande empecilho na vida, todos temos, todos o enfrentamos, e muitas vezes nao queremos encara-lo nunca...
Eu não fui diferente, desde que me entendo por gente sempre tive medo de morrer e da morte, além de nojo de morto, (isso mesmo, tenho nojo), não ponho a mao em morto, nao bebo agua em velorio, cafe, bolacha nem água... a fome e a sede somem... 
Mas, voltando ao assunto, #focanoassunto, sempre tive receio até mesmo de falar em morte, pensar em um dia em morrer...
Passei por tres vezes a experiencia da perda mais profunda (nome dado pelos psicologos para morte), aos 14 anos perdi meu pai, depois aos 23 perdi meu irmão, e aos 29 perdi minha avó. Foram três situações super distintas, mas que marcaram os momentos de minha vida.
Apesar de ter medo da morte, um sentimento que sempre sondou meu coração foi o desejo de morrer, pois é, já pensei inúmeras vezes em como seria muito mais fácil a vida se morresse, meus momentos de crise profunda de depressão, já me levaram a querer e tentar fazer besteiras... Mas nunca a ponto de concretização dessas vontades.
Com o tempo, fui percebendo que nao adianta muito querer, as coisas têm que acontecerem como devem acontecer, meio que me resignei com a vida, devido à constante solidão que sempre vivi... Os dilemas... As dúvidas... etc...
Estes últimos dias tenho vivido situações muito difíceis, que tem me tirado do prumo... e me feito pensar muito na vida... questionar e até perder a concentração... devido estar sobrecarregado de coisas... e com isso vamos descobrindo coisas... percebendo mudanças e transformações que a vida vai nos impondo, sem ao menos percebermos.
O que me levou a escrever este post, foram dois fatos que me ocorreram segunda (16/11/15), quase morri, literalmente falando...
passei por duas situações de incidentes que por pouco, mas muito pouco nao vim a óbito... de manhã quando estava indo à dentista ao atravessar a avenida principal um carro veio em disparada, quase me pegou, por segundos, senti o vento, cheiro etc passando por mim... o engraçado que nao tive aquela sensação de adrenalina em alta, coraçao disparado... foi como se nada tivesse acontecido... fiquei espantado comigo mesmo. No periodo da tarde indo embora pra casa do serviço chovendo e eu tapando a cabeça da chuva com guarda-chuva e em um cruzamento o guarda chuva tampou a visao de um lado meu, e quando dei por mim um ônibus de trabalhadores estava a menos de um palmo em cima de mim so deu tempo de dar um pulo pro lado e andar um pouco acelerado, sem nada dizer, por um instante de segundo, nao passei pro outro lado, meio que parando o bus no peito... nao daria muito certo!! quando o motorista buzinou ele ja estava em cima de mim...
Foi uma cena super rápida, e nao tive aquelas reaçoes de medo da morte, de adrenalina, de susto, muito pelo contrario, foi algo aterrorizantemente calma, sai andando sem nem olhar pra tras como se nada tivesse acontecido, como se aquilo fosse a coisa mais normal da face da terra de acontecer, foi ai que percebi que em nem um dos momentos eu senti medo, nao passou se quer uma sombra de medo de morrer, como se estivesse pronto pra morrer.
Foi ai que comecei a me sondar e a perceber que nao tenho mais medo de morrer, percebendo que nada me prende a esse mundo, nao tenho filhos pra criar e desenvolver, familia etc. é como se eu esteja a espera da morte apenas, sem muito  o que esperar da minha situaçao de vida.
Nao tenho por que ter medo de morrer, foi ai que caiu a ficha... que ja nao preciso ter medo de morrer, pois a morte seria um ponto final em todo meu sofrimento...
Foi ai que percebi que a morte seria mais um instrumento de libertação, de alívio talvez, nao sabemos ao certo o que realmente acontece depois, há inúmeras teorias, mas nem uma verdade comprovada... Mas uma coisa é fato, é um desligamento desse plano, das pessoas, dos momentos, das dores, dos sofrimentos...
Ai me vem aquela pergunta: Seria ruim desejar sua propria morte, visto que as expectativas de vida foram agua abaixo?? Alguns dizem, tentando justificar, que há pessoas com problemas maiores e piores que o meu, e lutam pra viver, pra continuar... A diferença entre eu e tais pessoas se resume no sentido que a vida lhe deu e lhe dará, se resume na necessidade de querer continuar o que ainda nao se terminou... Pra mim nao tem como continuar algo que nunca começou de verdade... as vezes outros pensam ser drama alem da medida, mas nao imaginam o que se passa dentro de um coraçao frutrado com a vida, com as imposiçoes que a mesma lhe propoe sem escolha... as inumeras situaçoes que nos sao jogadas na cara, postas no caminho que so tendem a tornar a vida...
Custei escrever esse aartigo, pois é muito dificil pra mim reconhecer me falho, incapaz, fraco etc para os outros e esse escrito me aponta um ser muito frágil, muito machucado, encarando uma realidade irreal para muitos, mas uma realidade que algumas pessoas passam... Aprendi ao longo de toda minha vida, mediante a toda dor e sofrimento vivenciado que depois de uma dor/sofrimento temos que estar prontos pra outro pior, se conseguimos passar por tal, é sinal que estamos forjados para subir um grau.
As vezes sinto inveja das pessoas que tem a vida fácil, se é que existe, ou que demonstra fortaleza perante todas as dores e encontra a felicidade no viver, no sofrimento e na dor...

Percebo que o medo virou uma vontade, talvez uma necessidade interna...
Subiu a montanha, agora está na hora de descer...


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Á CHATEADO POR QUÊ?
QUEM CRIOU EXPECTATIVAS FOI VOCÊ!
Por LARA BRENNER
Um dos caminhos mais eficazes para alcançar a frustração certamente se chama expectativa. Esperar que o novo trabalho seja o melhor do mundo, todos os amigos se lembrem de nosso aniversário, a família nos aplauda e esteja presente em cada momento e, a pior de todas, a pessoa com quem você se relaciona seja qualquer coisa que não ela mesma… Tanta esperança é um passe livre para uma conhecida e complicada fase de frustração, inconformismo e sofrimento pós-decepção.
Especialmente quando o assunto é ser humano, esse complexo de mistérios, contradições e singularidades, o bom mesmo é fazer nossa parte e concorrer para que as coisas saiam o melhor possível dentro do razoável. Até porque, para ser bem honesta, se já é difícil domar nossos cabelos revoltos pela manhã, que dirá controlar a vida e as ações de um ser humano cujas convicções, valores e criação nada têm em comum com os nossos.
Cada um de nós se amolda de um jeito diferente ao mundo. Alguns são mais flexíveis, outros, otimistas. Há aqueles que adoram um drama, enquanto outros são durões. Há quem queira viver uma vida pacata e bucólica, enquanto outros perseguem poder e dinheiro acima de qualquer coisa. As expectativas são fruto do que se tem como verdade individual. A não ser que você esteja jogando The Sims ou brincando de Barbie, é maluquice achar que todos se encaixarão direitinho no que espera que façam.
O mais louco nisso tudo é que geralmente o que projetamos no outro são carências ou omissões de nossa própria vida. Ou seja, com uma lanterninha acusadora, miramos bem na íris de um pobre coitado, ficando ali, com pipoca e guaraná nas mãos, a perguntar com avidez “quando é que essa pessoa vai me fazer feliz?”
Amigo, a verdade é que ninguém vai fazê-lo feliz enquanto você não for inteiro. É preciso conhecer-se profundamente, ou pelo menos estar disposto a isso, com a ajuda do próximo, sem responsabilizá-lo, porém, por sua felicidade, ou puni-lo por não preencher expectativas que ele muitas vezes desconhece.
Evitar expectativas é um ato de desapego. É não distorcer, ou mesmo anular o outro e compreendê-lo exatamente como ele é. Por isso, é bom se dar ao trabalho de conhecer as pessoas das quais se espera alguma coisa, dispondo-se a compreendê-las em sua integridade falha e cotidiana, mas nem por isso menos bela e surpreendente.
Expectativas intoxicam a alma de angústia e ansiedade, não podendo ser a razão mais simples: é que a roda viva continua viva e não costuma seguir muito as ordens de nossas mentes apressadinhas, controladoras e pretensiosamente calculistas.
Mas como não esperar nada do outro? Esperar uma relação feliz seria criar expectativas? Sabe, é provável que expectativas devidamente domadas sejam o único caminho para a calmaria da plenitude. Mais do que esperar ser feliz ao lado de qualquer pessoa, em qualquer tipo de relacionamento, é melhor respirar fundo, encontrar um pouco de paz de espírito e trabalhar para que isso ocorra. Assim, é possível viver cada dia de uma vez.